The Wonder Carnival: The Week Florianópolis 2011
Tudo o que você queria saber, o que não foi publicado, notícias e curiosidades sobre o Carnaval de Florianópolis de 2011. Este foi meu 4º ano consecutivo de folia na Ilha, ou seja, nada mais é novidade e sabia que iria pegar congestionamentos, pagar preços astronômicos na The Week...enfim, ainda assim voltei e me esbaldei nas areias da Mole e no badalado Praia Mole Eco Village. Confiram abaixo como foi o dia-a-dia de mômo na Ilha da Magia.
Quinta-feira (03/03): O desembarque
Meu maior medo era chegar em Floripa e tomar àquela chuva que insistia em cair em Campo Grande. Mas não, São Pedro foi generoso e assim que desembarquei no Aeroporto Hercílio Luz, um lindo dia de sol anunciava o que viria nos dias seguintes. De lá fui direto pra Lagoa da Conceição e muito bem recebido no Hibisco Hostel, lugarzinho aconchegante, bem perto do centrinho da Lagoa e no caminho do fervo da Mole. Sem perder tempo já parti pro famoso bar do Deca, reduto friendly da Ilha que costuma receber até 5 mil pessoas em sua faixa de areia. Desde a década de 80 o bar é point da galera durante os festejos de carnaval. Mesmo sendo uma quinta-feira, tava bem cheio, mas nada comparado ao domingo. Na quinta preferi guardar as energias e não me arrisquei ir em nenhuma balada. Apenas descansei pra aguentar a maratona que começou na sexta.
Sexta-feira (04/03): Tony Moran, o rei
O fervo no Deca começa sempre depois do meio-dia. O negócio é chegar cedo e garantir seu espaço na areia. O bar super-inflacionou sua entrada e, para usar duchas, banheiros privativos e área vip paga-se R$15,00 pela pulseira a cada dia. Lembro que paguei R$5,00 em anos anteriores. A música é outro atrativo, curto muito tribal e isso os Djs escalados pra animar a Mole tem de sobra. Na sexta ainda era possível chegar na praia tranquilamente, sem congestionamentos e o Sol mais uma vez apareceu pra alegria dos foliões. O ziriguidum vai até tarde e muitos emendam com a The Week, afinal, é só atravessar a rua. Nesta noite, a primeira de 05 festas, a decoração do clube praiano de André Almada era oriental. João Netto fez às honras de receber o público e por volta das 02h30 da manhã Tony Moran assumiu as pick-ups e fez o que sabe fazer de melhor: tocar muito tribal. Curiosamente abriu com a mesma música de sua última apresentação no Brasil - na AquaPlay em novembro passado - Festa no Apê, uma versão bate-cabelo do cantor Latino. A pista estava lotada, pois mais adiante saberão o que é super-lotada. O clima era de descontração, com meninos descamisados, de shorts, de sunga ou chinelo. O preço das bebidas é o mesmo desde 2008, com a moeda corrente dentro do clube, o famoso dinheirinho da The Week*, múltiplos de R$5. Não houve, em nenhum dos dias de festas, problemas de filas nos caixas e no bar. Ponto positivo para o staff. Saí de lá já cedinho, com o Sol raiando, na expectativa pra mais um dia de praia.
Sábado (05/03): O dia trágico
Mais um dia de Sol e claro: Praia Mole. Só açai na tigela e enérgético pra aguentar o pique. A partir deste dia tudo ficou mais complicado. Trânsito caótico, praia lotada e fila e mais fila no Bar do Deca. Vez ou outra dava uma escapada para a Galheta, que fica ao lado do Bar. Hora pra contemplar a natureza...hora pra...bom, quem conhece sabe a fama da Galheta e suas trilhas. Não adianta, todos alí davam essa escapadinha, afim de uma paquera ou pegação mesmo. Sabia que a Ilha estava cheia de turistas, em sua maioria paulistas, e que a The Week lotaria, como em anos anteriores, mas neste sábado o clima pesou, literalmente. Para esta noite não havia comprado antecipado e desembolsei R$200,00 pelo convite. Cheguei no Eco Village por volta da 1h da manhã e Chris Cox já apresentava seu set vibrante, incrível, cheio de vocais e antiguinhas com nova roupagem que em cada virada fazia o público pular, pular e pular. Eu achava que 2008 foi o "boom" do Carnaval de Floripa com a chegada do clube na Mole, acompanhei 2009 e 2010, mas este ano, incrivelmente tinham muito mais pessoas e foi horrível suportar a quantidade de gente, coisa de 3 a 4 mil pessoas, um exército de barbies. A The Week superlotou e o resultado não poderia ser outro. Somado o set impecável do Chris e a pista correspondento à altura, num clima de excitação e exaltação, parte do chão, em frente ao Dj cedeu e teve de ser isolada pelos bombeiros. Agora, imagine a cena: começa a chover, parte da pista interditada...onde o público vai se abrigar? Empurra-empurra, griteiro, mas tá valendo. Afinal, é Carnaval é curtição...estressar pra quê? Paulo Pacheco encerrou a noite majestosamente. Foi incrível!
Domingo (06/03): Deca bombou
Mais um dia de Sol e lá vou eu, mais uma vez à Praia Mole. Neste domingo fiquei surpreso, muito mais gente que o habitual e o Bar do Deca reinou absoluto. Este ano ouvi menos reclamação quanto ao atendimento. Disponibilizaram uma janelinha na lateral do Bar, dando mais um acesso ao caixa e às bebidas. Uma porção de qualquer coisa demorava menos a ficar pronta. Parece que perceberam o desastre de 2010 e contrataram mais pessoas, que inclusive, circulavam na areia, atendendo os turistas. Tribalzão, cervejão, pegação...é incrível como o clima do Deca é propício pra paquera. A atmosfera do Bar, principalmente quando cai a noite, é de muito abraço e beijo na boca. Nesta noite não fui à The Week, parti pro Lagoa Iate Clube, na expectativa do grande show da cantora Kelly Rownland. Cheguei por volta da 1h da manhã e de longe ouvia um som estranho, não muito animador. Era a dupla Midnight Society. Percebi que os caras tocam muito, são produtores e tal, fazem sucesso, tudo bem, mas...não curti. É um som legal, mas não pra se ouvir durante o Carnaval. É como se Ivete Sangalo cantasse Bossa Nova no Trio Elétrico durante todo o seu circuito, me entenderam? Foram poucos os momentos que conseguiram me empolgar. E, Rodolfo Bravat, ao assumir o som, fez o mesmo, tocando coisa parecida. Enfim, se não fosse pelo show da Kelly, diria que foi uma noite perdida. Ela, deslumbrante, feito DIVA, entrou no palco perto das 03h da manhã e cantou apenas 05 sucessos, acompanhada por um batalhão de seguranças. Linda, negra e num vestido todo espelhado, abriu o show com "Commander", variou com sucessos do Destiny Child e encerrou com "We love Takes Over". Resumindo: a festa estava legal, apenas isso. Um público bem diferente da The Week, com menininhos pop, não houve decoração, mas lotou. Esperava mais da E*Joy.
Segunda-feira (07/03): Juanjo roubou a cena
Dia de Sol mais uma vez. De praia, de Deca...enfim, vamos ao que interessa: o melhor set do Carnaval. Mais uma vez voltei à The Week, com um tablado de madeira reforçando toda a extensão da pista pra não ter problemas de possíveis quedas. Aliás, havia esquecido de mencionar. Desde a noite de sexta, em todas as festas era possível perceber um odor horrível de esgoto, que vinha debaixo da pista. O terreno talvez não favorece, mas quem foi percebeu e deve ter dito: "Bando de bixa porca, ficam peidando na pista". Bom, sobre o Juanjo, me faltam palavras pra descrever o que ele consegue fazer. É impressionante como ele pega músicas "modinhas" e põe a mão, fazendo um remix aqui e outro alí, levanta a pista, como um mestre. Mas, definitivamente, o ápice deste Carnaval foi ele soltar uma música em português e fazer todo mundo cantar em coro: "Caminhando e cantando e seguindo a canção...somos todos iguais, braços dados ou não...". Foi lindo, fico até arrepiado de lembrar. Por volta das 03h da manhã entrou a simpática e carismática cantora Nalaya. Habituada com nossa língua, afinal ela é casada com um empresário brasileiro, fez e aconteceu durante sua apresentação. O ponto de interrogação ficou no final de seu show. Por diversas vezes iniciou o seu maior sucesso, a música tema da festa "Supermartxé", mas parece que não a deixaram cantar. Um dos produtores no fundo do palco faz sinal para encerrar, mas ela insistia com o "i wanna love you...i wanna feel you...i wanna kiss you..." e nada. A coitada desceu do palco e se despediu com cara de espanto, do tipo: "Não vou cantar meu maior sucesso??" A gente, bobagem...só porque a E*Joy levou a festa pra Ilha também? Após Juanjo, quem assumiu e deu alívio na pista foi o Dj Guto Bumaruf. Tocou sucessos conhecidos como "Pink - Sober" e Miss Gaga. Por volta das 04h da manhã, Peter Rauhofer, devidamente uniformizado com sua camisa de basquete americano, o boné de lado e a cara amarrada (marca registrada do Dj), subiu e assumiu a cabine. Como um mestre fez um set na medida. Sem variar muito, tocou seus principais sucessos e o público respondeu animado. Sinceramente, já vi Peter mais inspirado em outras ocasiões, mas mesmo assim curti o set deste Carnaval.
Terça-feira (08/03): Chuva+Supermartxe+despedida
A terça-feira de carnaval foi de chuva e clima nublado, mas que não me impediu de ir no último dia ao Deca. Mesmo com o dia cinzento, muitos se arriscaram e cairam na folia eletrônica do bar. Aproveitei o final da tarde, que chovia pra descansar e curtir mais a festa E*Joy+Supermarxte, no LIC. Cheguei mais cedo, tipo 0h30 e parecia um clima de enterro. Poucas pessoas na pista e um olhando pra cara do outro, tipo: "Que festa sem graça". A partir das 02h da manhã a festa decolou. O que não aconteceu no domingo, terça teve de sobra, muito tribal pra animar a galera. O público também estava bem diferente, não lotou muito, talvez arrastados pelo peso do selo internacional, havia um público mais seleto e mais velho. Fiquei surpreso com o que os Djs Leandro Kloppel e o espanhol Hugo Sanchez fizeram. Som chic, dançante, vibrante, europeu e de muita qualidade. Um tribal de categoria.
Por volta das 04h da manhã tive que ir direto pro aeroporto e me despedir de Floripa, ficando mais uma vez na lembrança os bons momentos deste Carnaval.
Em tempo: Não fui ao after Insano, ao Bloco dos Sujos, ao Mix Café e Concorde!
Em tempo: Não fui ao after Insano, ao Bloco dos Sujos, ao Mix Café e Concorde!

2 comentários:
Viado... eu jamais iria atrás do senhÖre num roteiro desses! Pra começar se eu não durmo a noite no outro dia eu não faço nada além de dormir! hahaha!!!
Ainda bem que não fui à TW também né? Se não teria colaborado pra queda da pista! hahaha!!!
Agora eu fiquei com uma mega vontade de ir ao Deca... fico chateado de ter ido à Floripa e não ter conhecido a Mole e o Deca!
Tomara que um dia eu ainda vá!
To passado com a energia do SenhÖre! Haja suco de luz! hahaha!
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BayjÖs!
;-D
Quero agradecer a vc por prestigiar Bar Do Deca e nós Dj's...pena oque é bom dura pouco, mais concerteza verão que vem vamos esta lá...Abraço a toda equipe do Deca.
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